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As 11 bacias hidrográficas do Ceará estão com recursos acima da metade de seu acumulado
Limoeiro do Norte. Há um mês desde o início da quadra chuvosa, o acúmulo de recursos hídricos no Ceará já dá sinais de um quadro que será no mínimo melhor que o registrado no ano passado. Até ontem as 11 bacias hidrográficas acumulavam 60,97%, e todas elas com recursos acima da metade.

Está chovendo em vários açudes acima da média para o mesmo período em décadas. E ainda que seja uma pequena vazão, a abertura de comporta do Açude Castanhão, hoje pela manhã, já representa um sinal do que a escassez de chuvas não permitiu no ano passado: o gigante açude poder jogar parte de sua água no Rio Jaguaribe. E já está em operação o Plano Estadual de Bacias, atualizado em 2011 depois de duas décadas.

As chuvas estão bem distribuídas nos Municípios, mas além do que chove nas cidades existe outro dado importante, nem sempre percebido: o que chove nas áreas dos açudes. É esse volume de precipitado que mais influencia na evolução de acúmulo de água nos açudes e daí os rios afluentes, perímetros irrigados e abastecimento da população. Um dado ajuda a explicar a decisão de liberar água do Castanhão às 11h de hoje: choveu em fevereiro, naquele açude, 70% a mais que na média para o período desde a criação.

O Castanhão está situado na bacia do Médio Jaguaribe, por esse motivo é a área hidrográfica com maior capacidade de acúmulo no Estado - 6,8 bilhões de metros cúbicos, a quase totalidade representada pelo Castanhão. E está com 88,30% de sua capacidade - no primeiro dia do ano estava com 60,97%.

Ontem estava na cota 101,07 acima do nível do mar, e a liberação de 100 metros cúbicos por segundo a partir de hoje se dá para que o reservatório permaneça na cota 101 metros. Desde então, as comportas podem abrir mais ou fechar conforme a quantidade de chuvas nas calhas dos rios (a exemplo do Rio Salgado) e reservatórios (como o Orós).

Das 11 bacias hidrográficas, a do Médio Jaguaribe, seguida do Parnaíba e do Alto Jaguaribe. A Bacia Metropolitana está com 79,35% de volume acumulado. O menor volume é na Bacia do Coreaú, com 59,75% (iniciou 2011 com 38,39%).


Este ano houve sangramento de 25 açudes, dos quais 22 continuam derramando o que está além da sua capacidade. A sangria é pequena - a maior era registrada ontem no Açude Junco, em Granjeiro. Uma lâmina de 45cm de transbordamento. Segundo boletim mensal da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh), o maior volume de chuva acima da média, para o mês de fevereiro, foi no Açude Favelas, onde choveu 175% a mais do que a média para o período em mais de uma década naquela área.

Desde 2010, a Cogerh faz visitas aos comitês de bacias hidrográficas, como um preparativo para deliberações dos núcleos técnicos operacionais das bacias. Em miúdos, reuniões locais para a gestão das águas acumuladas em 2011. É o ano inaugural para o Plano Estadual dos Recursos Hídricos, uma atualização do documento lançado em 1992, portanto antes do Açude Castanhão e da descoberta de grandes aquíferos.

A gestão de águas parte de cada bacia hidrográfica. Um comitê é responsável pela defesa dos interesses das diversas entidades que utilizam a água, todas em cotas pré-definidas. Assim é distribuído: usuários (correspondem a 30%), sociedade civil (30%), poder público municipal (20%) poder público estadual/federal (20%).

O Ceará tem dez comitês, mas são 11 previstos no Plano Estadual de Recursos Hídricos. O 11º contemplará as águas fronteiriças entre os Estados.

Acúmulo
22 açudes sangravam até ontem em nove bacias hidrográficas. Outros nove acumulavam acima de 90% da capacidade. Este ano houve sangramento de 25 açudes no Ceará.

Diário do Nordeste

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