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    Exército de Israel anuncia fim de cessar-fogo em Gaza

    O Exército de Israel anunciou nesta sexta-feira (1º) o fim do cessar-fogo que havia entrado em vigor às 8h locais (2h de Brasília) na Faixa de gaza, sem muito sucesso, e anunciou que suas operações militares estavam em andamento no território, informou a Reuters.

    Questionado em uma entrevista coletiva se o cessar-fogo havia sido cancelado, o tenente-coronel Peter Lerner, porta-voz das formas armadas, disse: “Sim. Estamos continuando com nossas atividades no solo”.

    Após o anúncio israelense, as Nações Unidas pediram que os movimentos palestinos reafirmem seu comprometimento com a trégua.

    O Exército israelense também denunciou que um de seus soldados pode ter sido sequestrado por militantes palestinos. O sequestro teria ocorrido durante um combate no sul da Faixa de Gaza nesta sexta, informou um porta-voz do Exército de Israel.

    “Forças operando para desmantelar um túnel foram atacadas. As indicações iniciais são de que um soldado foi sequestrado por terroristas durante a operação”, disse o tenente-coronel Peter Lerner.

    O anúncio do fim do cessar-fogo ocorreu pouco antes das 14h locais (8h de Brasília). Após a trégua humanitária entrar em vigor – ela deveria durar por 72 horas – foram registrados combates e disparos em Gaza e em Israel, e forças palestinas disseram que até 50 pessoas morreram em bombardeios em Rafah, no sul da Faixa de Gaza.

    Com o fim da trégua e anuncio do possível sequestro, o Egito, país mediador na guerra entre Israel e o Hamas, informou às autoridades palestinas que decidiu adiar as negociações previstas no Cairo. "Os egípcios contactaram a Jihad Islâmica e disseram que Israel lhes informou sobre a captura de um soldado", afirmou Ziad al-Najal à AFP. "As negociações foram adiadas", acrescentou.

    Violação
    O governo israelense acusou o movimento islamista Hamas e seus aliados de “violação flagrante” do cessar-fogo em Gaza.

    O Hamas, entretanto, acusou Israel de violar o cessar-fogo. "A ocupação (Israel) violou o cessar-fogo. A Resistência palestina agiu em nome de seu direito a se defender (e) para colocar fim ao massacre de nosso povo", declarou em um comunicado o porta-voz do Hamas, Fawzi Barhum.

    Fontes médicas palestinas indicaram à AFP que ataques israelenses mataram ao menos 27 pessoas e feriram mais de 150 na região de Rafah, no sul da Faixa de Gaza. Já a Reuters, citando o diretor do Ministério da Saúde de Gaza, Medhat Abbas, disse que mais de 50 pessoas foram mortas e 220 ficaram feridas nos bombardeios na região de Rafah.

    Desde o dia 8 de julho, quando Israel iniciou seus ataques, os serviços de emergência da Faixa de Gaza já computaram 1.464 palestinos mortos e mais de 8.200 feridos, a ampla maioria civis.

    No total, 61 militares morreram desde o início dos combates, em 8 de julho. Cinco mortes ocorreram nesta quinta, segundo o Exército.

    Acordo
    A "trégua humanitária incondicional" havia sido acordada entre Israel e o grupo palestino Hamas, informou a agência de notícias Reuters.

    O comunicado assinado por Ban Ki-moon e John Kerry dizia que "forças em terra permanecerão em seus lugares" durante a trégua, o que sugere que os soldados israelenses não deixarão Gaza.

    O secretário de Estado dos EUA também disse que o ministro egípcio de Relações Exteriores convidará ambas as partes para negociações "sérias" no Cairo e que os EUA enviarão uma delegação para lá.



    Mahmoud Abbas, presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), deverá nomear uma delegação para ir às negociações, e não estará presente.

    Uma autoridade palestina na Faixa de Gaza, que pediu para não ser identificada, disse à AFP que uma delegação de negociadores palestinos seguirá na manhã desta sexta para o Cairo, após o início do cessar-fogo, "para discutir uma trégua e colocar as demandas de todas as facções palestinas sobre a mesa".

    O governo israelense também utilizou um tratado chamado “inventário de reservas de munição de guerra”, e solicitou aos EUA o envio, com urgência, de mais munição para as tropas. O custo da operação é de US$ 1 bilhão.

    G1

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