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    Marqueteiro diz que impacto maior de morte de Campos será sobre campanha de Aécio; ‘Dilma tem que conquistar indecisos’

    O especialista em marqueting político, Carlos Alberto Oliveira, comentou em entrevista ao Sistema Arapuan de Comunicação que a morte de Eduardo Campos (PSB) e possivelmente a entrada de Marina como candidata, o impacto maior será na candidatura de Aécio Neves (PSDB) e que o eleitorado de Dilma Rousseff (PT) já está consolidado, a estratégia da presidente deve ser ‘conseguir os indecisos’.

    Oliveira apontou que a candidatura de Eduardo estava ‘patinando’ até antes de ontem (dia do acidente) e que o socialista não conseguia entrar nas regiões do Sul e Sudeste que são o ‘terreiro’ de Aécio e os dois maiores eleitorados, já Marina tem ‘uma boa presença no Sudeste’, mas não tem no Norte, pois ‘lá derrubar árvore é questão de subsistência’. “Marina tem uma imagem excelente nessas regiões mais ricas, o que Eduardo não tinha conseguido”, explica.

    Para o especialista, se o eleitor quer votar ‘anti-PT’ ou Dilma, a lógica seria votar em quem tem mais chance de ganhar e no caso era o candidato do PSDB, Aécio. “Ele (Eduardo) colocou a mensagem muito igual a Aécio, se associou tanto que foi sufocando. Ele se afastou, mas ainda não tinha tido tempo de criar uma terceira via. Iria tentar agora com o horário eleitoral que começa na próxima semana”, aponta.

    “O impacto maior, se Marina for realmente candidata, vai ser na de Aécio. O eleitorado de Dilma já está consolidado e ela tem que conseguir os indecisos. Os votos de Eduardo, Marina arrebata e alguns que não querem votar em Marina, vão votar em Dilma porque o PT beneficiou muito o Estado de Pernambuco em favor de Eduardo”, prevê.

    Marília Domingues

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