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    'Prostituta por opção', jovem formada em Letras lança livro sobre sua história


    Lola Benvenutti, como é conhecida, tem 22 anos e diz que a profissão valeu a pena para ela. 'Foi natural para mim'

    Da Redação

    Gabriela Natalia da Silva, mais conhecida como Lola Benvenutti, é "prostituta por opção". Nascida em Pirassununga, interior de São Paulo, ela rejeita o estigma de Bruna Surfistinha, considerada uma "puta que sofre".

    Sua fama na pequena cidade começou quando ela criou um blog e um anúncio de acompanhantes em um site e, agora, aos 22 anos, Lola mora em um apartamento próprio no bairro dos Jardins, em São Paulo, e lançará um livro sobre sua história, O Prazer é Todo Nosso, na próxima segunda-feira (11). A obra já despertou o interesse de diretores para adaptá-la ao teatro e cinema.

    Lola perdeu a virgindade aos 11 anos com um homem de 30, mas nega ter sido um trauma em sua vida. Em entrevista ao Terra, ela diz que acabou pressionando o homem para transarem. "Ser virgem para mim era uma coisa que me assustava. Eu não queria ser virgem, queria ser dona do meu corpo".

    Foi aos 17 anos, porém, que decidiu transformar o prazer em negócio, cobrando pelo sexo. Apesar de ter se formado em Letras na Universidade Federal de São Carlos, aos 20 anos, Lola preferiu seguir a primeira profissão, mesmo após os problemas com a família que a decisão lhe trouxe.

    Filha de um ex-militar e uma enfermeira criada em família católica, a novidade para os pais de Lola foi um choque."Minha mãe não ficou chocada, mas muito triste, muito decepcionada. Só que, para mim, a dor maior seria não contar e viver uma mentira. Com meu pai foi muito difícil, ele parou de falar comigo por meses, e a gente sempre foi muito próximo. Quando a gente se reaproximou, eu disse pra ele: ‘pai, eu me sinto bem. Gosto de transar e cobrar das pessoas’. Meu pai, escutando aquilo, tinha lágrimas escorrendo. E meu pai nunca chorava por nada. Foi difícil", contou.

    Lola afirma que teve uma infância normal, como qualquer outra, e critica o fato das pessoas procurarem traumas para justificar sua decisão de ser prostituta. "Eu sempre fui muito curiosa sexualmente. Lembro que eu tinha uma curiosidade de entender o que era o sexo, de me tocar, desde criança".

    Ela conta que chegava a atender de 8 a 10 clientes por dia, mas que agora divide o tempo também com academia, escrever no blog e ler. Com isso, ela reduziu o número de clientes diários e começou até a selecioná-los e a tirar férias.

    Perguntada sobre seu futuro, Lola não mostra certezas. "Se um dia eu achar que quero dar aula, eu vou dar aula. É uma carreira instável, a beleza passa, então você tem que procurar caminhos para se manter". Ela afirma, ainda, que um dia talvez possa ter vontade de casar e ter filhos.

    Lola explica, ainda, que seguir a profissão valeu a pena para ela, mas não recomenda que outros a sigam. "Muita gente me manda e-mail falando que quer entrar pra esse ramo. Eu falo que sou uma em um milhão, sou privilegiada. A realidade nem sempre é tão bonita quanto eu vivo. Não daria este conselho para as pessoas".

    Matéria original: Correio 24h

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