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    Em situação crítica, bacia dos sertões de Crateús possui apenas 1,84% da sua capacidade

    Perfuração de poços, instalação de chafarizes e construção de açude são algumas medidas emergenciais utilizadas para combater a seca na região de Crateús

    O nível médio do volume dos reservatórios do Ceará está com 27% acumulado, segundo o Portal Hidrológico do Ceará. A região que mais sofre é a da bacia dos Sertões de Crateús, que possui apenas 1,84% do volume. Semelhante a ela, as bacias do Curu e do Baixo Jaguaribe também enfrentam dificuldades no abastecimento.

    Segundo o gerente regional de Crateús, Francisco Rodrigues Júnior, a Companhia de Recursos Hídricos realiza um acompanhamento dos reservatórios durante todo o ano para conviver com o problema. “A evaporação nessa região é muito alta. Nós já sofremos com a falta da reposição, são três anos de seca que o Ceará enfrenta. A solução no momento é adotar medidas emergenciais como perfuração de poços, carros-pipa e adutoras”, explica.

    Durante o primeiro semestre do ano, a evaporação é mais baixa devido aos períodos chuvosos e a presença de nuvens. Já no segundo semestre, a evaporação cresce devido à maior incidência solar, vento e poucas nuvens. Essa evaporação pode chegar até 2,4 metros. Uma das medidas tomadas pelo governo do Estado é a implantação de uma adutora a partir do açude Araras, com o objetivo de abastecer os municípios de Nova Russas e Crateús.

    O Departamento Nacional de Obras Conta as Secas está realizando duas contratações para minimizar os efeitos da seca em Crateús. “Já houve uma licitação para a construção de um grande açude com capacidade de 480 milhões de m³. Além disso, serão perfurados 248 poços com instalação de chafariz e 132 sistemas simplificados com poços e adutoras. Paralelo a isso, as máquinas de perfuração de poços do Dnocs estão sendo utilizadas e só este ano já perfuraram 63 poços”, explica o coordenador estadual do departamento, Ney Barros.
    Para a construção do açude já foi dada a ordem de serviço. Desapropriações foram realizadas e as obras foram iniciadas. O prazo para conclusão é de três anos. Os perímetros irrigados do Ceará também estão passando por dificuldades com a escassez dos recursos hídricos. Para combater essa carência, o Dnocs está realizando a perfuração de 35 poços para irrigação no perímetro Curu-Paraipaba, que tem como principal cultura, o coco, e 30 poços no perímetro Curu-Pentecostes, que tem a banana, o coco e o mamão como a principal cultura.

    “Lamentamos essa situação de emergência que o semiárido está vivendo. Nossa esperança é que chova para recarregar nossos açudes e reservatórios e que a população sertaneja volte à sua normalidade”, conclui otimista.

    Fonte: Tribuna do Ceará

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