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    Mulher publica 'alerta' na internet e é indiciada por compartilhar pedofilia

    Mulher afirma ter publicado vídeo de abuso sexual para alertar mães.Internauta foi indiciada, e caso é investigado por delegacia de Fortaleza

    Do G1 CE

    A intenção foi boa, mas uma mulher que prefere não se identificar teve problemas. Há uma semana, ela compartilhou em um grupo privado de uma rede social um vídeo de um homem abusando sexualmente de uma menina de dois anos. Segundo ela, o objetivo era alertar outras mães para a pedofilia, mas a atitude virou alvo de crítica das pessoas que assistiram às imagens. A mulher foi indiciada, e o caso é investigado pela Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente, em Fortaleza.

    "Muitas chegaram a ver o vídeo. Depois, o vídeo foi removido pela moderadora do grupo que já sabia que não poderia publicar esse tipo de imagem. Eu não sabia, publiquei só no alerta mesmo. Muitas entenderam, mas muitas criticaram e fizeram uma denúncia para a rede social", conta a mulher.

    Além de ser indiciada e investigada pela polícia, a mulher também recebeu advertência da própria rede social. "Recebi uma notificação no celular pelo departamento jurídico informando que eu tinha 72 horas para fazer a minha defesa porque estava sendo enquadrada em três crimes, pornografia infantil, pedofilia e divulgação de pornografia na rede".

    De acordo com o Código Penal, divulgar ou compartilhar na internet qualquer tipo de material que atinja a imagem de outra pessoa é crime. Os exemplos mais frequentes são calúnia, injúria, difamação, racismo e pedofilia. No caso de fotos ou vídeos com conteúdo pornográfico de crianças e adolescentes, a situação é mais grave, e a pena varia de dois a oito anos de prisão.

    O promotor de Justiça Nelson Gesteira explica que os crimes cometidos nas redes sociais são ainda mais sérios, por conta do poder de alcance da internet. "A divulgação por meio da internet se espalha de uma forma muito rápida. É algo que, para se recolher essa informação ou se dar acesso com o direito de resposta, você não vai conseguir o mesmo alcance."

    A polícia orienta que as pessoas evitem publicar e compartilhar esse tipo de material. "Se você recebe imagens pornográficas, imediatamente, você deve excluir e, no caso, até comunicar à polícia que esse vídeo está circulando, está sendo divulgado. É uma maneira da pessoa ficar mais acautelada", afirma a delegacia de combate à exploração da criança e do adolescente, Ivana Timbó.

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