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    Quadrilha faturou cerca de R$ 2 milhões com 2.500 abortos

    Considerada a maior quadrilha especializada em abortos do Rio foi desmantelada na manhã desta terça-feira na Operação Herodes, da Corregedoria Interna da Polícia Civil do Rio de Janeiro (Coinpol). De acordo com os policiais, eles trabalhavam em oito núcleos espalhados pela cidade e cobravam até R$ 7.500,00 por procedimento. Ainda segundo a investigação, a quadrilha realizou por volta de 2.500 abortos, com um lucro estimado de R$ 2 milhões. Nesta terça, foram apreendidos R$ 532 mil.

    A operação contou com a participação de 70 delegados e 430 agentes da Polícia Civil e apoio da Corregedoria Geral Unificada (CGU), da Corregedoria Interna da Polícia Militar e do Exército Brasileiro. Durante entrevista coletiva na Cidade da Polícia, que teve a participação do chefe da Polícia Civil, Fernando Veloso, a Corregedora da Polícia Civil, delegada Adriana Mendes, e os delegados Glaudiston Galeano e Felipe Bittencourt, da Coinpol, foi explicado como agia a quadrilha.

    A investigação durou 15 meses e até o momento, 56 pessoas foram presas por envolvimento no esquema. Desse total, cinco já estavam presas. O objetivo era cumprir 75 mandados de prisão e 118 mandados de busca e apreensão. Entre os presos, há três médicos, quatro policiais civis, dois PMs e um bombeiro. Há também apreensão de material, como medicamentos e documentos. Guilherme Estrela Aranha, Evangelista Pinto da Silva Pereira, Iracema Ferreira Piske, André Luiz da Silva, Aloísio Soares Guimarães e José Luiz Gonçalves são considerados os líderes da quadrilha.

    Na Avenida Atlântica, 3.700, na orla de Copacabana, Zona Sul do Rio, policiais da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV) prenderam o perito legista aposentado. No apartamento do acusado foram apreendidos documentos, computadores e alguns objetos de interesse específico da investigação, segundos agentes.

    Na Rua Antônio Basílio, 493, na Tijuca, na Zona Norte, agentes da Coinpol prenderam um major que seria lotado em um batalhão da PM na Zona Sul. Os presos estão sendo levados para a Cidade da Polícia.


    Ao longo das últimas décadas, eles realizavam manobras abortivas em mulheres nas mais variadas fases de gestação, incluindo as avançadas, pelas quais eram cobradas quantias mais elevadas. Além disso, eles atendiam gestantes de outros estados. O atendimento acontecia sempre em locais sem quaisquer condições de higiene e salubridade, expondo a risco a integridade física e a saúde das pacientes.

    Traficantes atiram contra policiais na Zona Oeste

    Durante a operação, os policiais civis que estão na Vila Vintém, em Realengo, na Zona Oeste, encontraram resistência dos traficantes. Houve troca de tiros e moradores da região ficaram assustados. No entanto, não há registro de feridos.

    O Dia Online

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