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    Ceará é o terceiro estado com maior número de membros do PCC





    A situação está caótica no sistema prisional brasileiro. Rebeliões, mortes e disputa pelo poder no crime organizado. Diversos vídeos, áudios e fotos são compartilhados nas redes sociais, mostrando os presos, associados à grandes facções, comemorando a atuação dos grupos dentro das unidades prisionais.
    Recentemente, diversos presos cearenses foram transferidos para outros presídios. Para a Secretaria de Justiça do Ceará (Sejus), a medida é uma maneira de “desarticular lideranças”. Porém, mesmo com a medida, a atuação das facções no Estado continua. De acordo com o Centro de Segurança Institucional e Inteligência do MP-SP (Ministério Público de São Paulo), o Ceará possui 1.396 membros do Primeiro Comando da Capital (PCC), sendo o terceiro estado brasileiro com maior número de integrantes.
    Segundo uma reportagem do Uol, os nove estados nordestinos possuem têm 3.818 criminosos filiados ao Primeiro Comando da Capital (PCC). O Ceará fica em primeiro lugar na região, em número de membros. Em segundo lugar fica Alagoas, com 970 integrantes. Considerando todo o país, o Estado perde apenas para São Paulo (7 mil) e Paraná (2.100). Apesar de a reportagem apontar que os dados não são oficiais, uma vez que o PCC opera fora da legalidade e por isto, não é um possível fazer um levantamento preciso, o promotor Lincoln Gakiya, que investiga o crescimento da facção, destacou que os números são importantes para ter uma noção sobre como o grupo opera no país. “Para cada cinco criminosos 'batizados' pelo PCC em São Paulo, já temos um 'batizado' no Ceará”, disse ao Uol. 
    O ponto de vista foi reforçado pelo presidente da Comissão de Direito Penitenciário da OAB-CE, o advogado Márcio Vitor. “A gente não tem condição de precisar esse número, mas eu acredito que seja por aí [citando a reportagem do Uol]. Existem braços destas facções espalhadas por todo o país”, afirmou. Ainda segundo o presidente da Comissão, a fragilidade da Segurança no Ceará foi um dos aspectos que facilitou a entrada destas facções no Estado. “Houve uma expansão do tráfico de drogas e o Ceará deixou de ser uma rota do tráfico de drogas e se tornou um ponto de distribuição”, afirmou. 
    O advogado acredita que a superlotação das unidades prisionais é outro fator que contribuiu para o crescimento da facção no Ceará. Dados da Secretaria de Justiça do Ceará (Sejus), mostram que cerca de 20,9 mil pessoas integram o sistema prisional cearense em 12 grandes unidades prisionais e 130 cadeias públicas. Sendo a Região Metropolitana, a região que concentra a maior parte dessa população, com 11. 249 presos. Atualmente, o Estado dispõe apenas de 12.043 vagas para uma quantidade superior ao número de presos. “A superlotação e a omissão do Estado resultam no crescimento de presos que entram para o crime organizado ou não organizado. Em algumas situações eles são ameaçados, caso não queiram entrar”, disse. 
    Márcio afirma que a introdução do PCC no Ceará aconteceu por volta dos anos 2000. O advogado ainda citou o assalto ao Banco Central, considerado o maior assalto da história do Brasil, como o consolidador da atuação do PCC no Ceará. Mas antes disto, a facção já realizava ataques, como o ocorrido contra uma empresa de segurança em 1999, quando cerca de R$ 6 milhões foram levados. “A gente sabe que na época em que o Camacho [Líder do PCC] foi preso pelo assalto à empresa de segurança, batizou alguns presos aqui e daí, disseminou”, afirmou. 
    Crescimento no Norte e Nordeste 
    A reportagem divulgada pelo Uol, aponta que o Norte e Nordeste são “as mais novas fronteiras de expansão do PCC no Brasil”. As duas regiões registraram intensas rebeliões recentemente, com dezenas de mortos. 

    Segundo o advogado Márcio Vitor, é impossível definir o motivo do crescimento da facção criminosa no Ceará e no restante do Nordeste e no Norte. “É difícil traduzir o significado disso, mas acredito que é uma maneira de manter o domínio delas na região”. Márcio ainda pontuou que o crescimento do crime organizado favoreceu o nascimento de facções menores, considerados “braços”, como o Guardiões do Estado (GDE) e Família do Norte (FDN), que mais próximos à facção Comando Vermelho (CV), lutam contra a hegemonia do grupo rival. Com quase 6 mil membros, a facção tem 33% de seus filiados nas duas regiões. No Ceará, a Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus), informou que não é possível precisar quantas internos são filiados à facções. Sobre as transferências realizadas recentemente, acompanhadas pelo Ministério Público, com finalidade de desarticular lideranças nas unidades, a pasta informou que os presos foram remanejados para outros presídios no Estado e por questões de segurança, dados não podem ser repassados. Mas, o Ministério Público divulgou que 930 presos tinham sido remanejados. A Secretaria de Justiça, por sua vez, limitou-se a informar que transferiu 25 presos para presídios federais nos últimos dois anos. As unidades federais, também chamadas de “presídios de segurança máxima”, são conhecidos por abrigar os presos considerados mais perigosos. 
    Solução
    O advogado ressalta que além de investir em Segurança Pública, é necessário pensar em que são aqueles que passam a ingressar nas facções criminosas. Para Márcio Vitor, a maior parte dos membros vem de lugares mais pobres, onde não existem políticas públicas suficientes para reverter a situação. “Falta investimento em Educação, conhecimento cultural. Faltam políticas públicas suficientes para distanciar estas pessoas do mundo do crime”, finalizou. 
    Fonte: Cnews

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