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    Controladoria instaura sindicância para punir PMs que foram desacatados por secretário de estado e sua filha no primeiro turno das eleições


    O Diário Oficial do Estado do Ceará (DOE), edição desta quarta-feira (14), publicou ato da Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos da Segurança Pública e do Sistema Penitenciário (CGD) que, através da portaria número 1166/2016, determina a instauração de uma sindicância disciplinar contra quatro policiais militares que foram agredidos e desacatados durante uma ocorrência de “boca de urna” no primeiro turno das eleições, em Fortaleza, no dia 2 de outubro.

    O fato aconteceu quando uma patrulha da PM foi acionada, via computador de bordo (TMD), pela Coordenadoria Integrada de Operações de Segurança (Ciops) para ir até a sede do Instituto Federal de Educação, Ciência, Tecnologia do Ceará (IFCE), situada na Avenida 13 de Maio, no bairro Benfica, verificar a denúncia de que um grupo de pessoas estariam ali fazendo “boca de urna” (compra de votos) em favor do candidato à reeleição pela Prefeitura de Fortaleza, Roberto Cláudio (PDT).

    Ao chegar no local, os PMs passaram a verificar a veracidade da denúncia e, ao tentar abordar uma jovem suspeita, que estaria com material de propagada em sua bolsa, esta se recusou a entregá-la e passou a desacatar os militares. A confusão se estendeu e se agravou quando o pai da jovem apareceu de repente no local e tentou impedir que a filha fosse detida para ser encaminhada à Polícia Federal. Tratava-se do atual secretário estadual e ex-senador Inácio Arruda, que acabou também recebendo voz de prisão e resistiu, além de também desacatar a patrulha, conforme vídeos que foram publicados amplamente nas redes sociais.

    Na confusão, pai e filha (Nara Arruda) foram conduzidos à sede da PF. Na tentativa de instigar os policiais, a filha do secretário chegou a levantar a roupa para exibir as partes íntimas, numa atitude de desacato. Fotos desta cena também caíram nas redes sociais. Na averiguação feita pela PF onde ficou comprovado que a jovem estava realmente realizando a “boca de urna” como havia sido denunciado à Ciops. Contra ela foi lavrado um procedimento policial com base na Lei Eleitoral.


    Sindicância

    Na nota publicada no DOE desta quarta-feira, o tenente-coronel do Corpo de Bombeiros Militar, Paulo George Girão da Silva, como sindicante, determinou a abertura da sindicância contra os quatro policiais militares que atenderam à ocorrência. O oficial ressalta que “a conduta (dos PMs), em tese, viola os valores e deveres dos militares estaduais, bem como, pode configurar transgressões disciplinares”. Os quatro PMs que agora estão sob investigação e poderão ser punidos pela Controladoria são: subtenente PM Wladimir Gomes Bezerra, sargento PM Josiel Lopes dos Santos, soldado PM João Alves de Souza Neto, e soldado PM Antônio Halyjones da Silva Nascimento.

    Fonte: Blog do Fernando Ribeiro

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