Guerra entre heróis


Livro ‘Pancadaria’ mostra como a disputa criativa e econômica entre as editoras Marvel e DC Comics ajudou a moldar a cultura pop atual

INVESTIGAÇÃO Livro de Reed Tucker mostra bastidores do conflito entre as duas editoras

É impossível falar de cultura pop hoje sem mencionar algum super-herói. Personagens como Capitão América, Mulher-Maravilha e outros dominam todos as manchetes de sites de entretenimento, o ranking de produtos licenciados e, principalmente, as bilheterias de cinema, com recordes batidos por equipes de mascarados como os Vingadores ou a Liga da Justiça. Nem sempre a situação foi essa, mas a disputa criativa entre Marvel e DC Comics, as duas editoras responsáveis pela criação desses personagens, ajudou a moldar o cenário atual. E a história dessa rivalidade histórica é o tema do livro “Pancadaria”, do jornalista americano Reed Tucker, publicado agora pela Fábrica231, selo da editora Rocco.


A vasta pesquisa apresentada por Tucker mostra que, nessa batalha, a DC Comics
conquistou as primeiras vitórias. O Superman foi criado em 1938, e o Batman surgiu no ano seguinte. 
Nas duas décadas seguintes, as vendas dispararam, com algumas revistas passando de um milhão de exemplares. A resposta da Marvel, até então uma editora que só copiava outros títulos, veio em 1961, com a criação do Quarteto Fantástico, estabelecendo um padrão que transformaria a editora em uma potência: histórias preocupadas com acontecimentos sociais de seus tempo, e ambientadas em cidades reais. Depois de anos dominando o mercado, a DC viu o surgimento de um competidor que mudou de vez o cenário.


 “A Marvel está ganhando essa batalha. Ela vende mais revistas que a DC desde os anos 1970”, diz o autor, Reed Tucker.


Campo de batalha


A guerra que aconteceu principalmente entre revistas em quadrinhos passou a um novo campo de batalha, muito mais rentável e popular: o cinema. A chegada de “Homem de Ferro”, em 2008, e de uma sequência de filmes bem recebidos pelos críticos e fãs, definiu o cenário atual da cultura pop. Longas-metragens e séries de TV se tornaram a principal preocupação dessas empresas, com as HQs em segundo plano. A DC tentou compensar o prejuízo, mas continua atrás. “A Marvel compreende melhor o que os fãs querem ver, e é uma força muito mais poderosa na cultura pop por conta disso”, afirma Tucker. Os fãs, no entanto, não podem reclamar. Essa briga deu origem a uma quantidade de produtos culturais que tomou o mercado de assalto e não dá sinais de que perderá força tão cedo.




Fonte: Revista ISTO É
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