Caminhões pegam fogo após colisão, e condutores morrem na BR-116, no interior do Ceará

Fonte: G1

Uma colisão frontal entre dois caminhões deixou duas pessoas mortas no Km 333 da BR-116, próximo ao município de Jaguaribe, interior do Ceará. O acidente aconteceu na madrugada desta terça-feira (25), por volta de 0h10min. Com a batida, os veículos saíram da rodovia e pegaram fogo.

Colisão entre dois caminhões deixa uma pessoa morta na BR-020, no interior do Ceará

Conforme a Polícia Rodoviária Federal (PRF), após a colisão, os condutores dos caminhões ficaram presos às ferragens e não resistiram aos ferimentos. O corpo de um deles ficou carbonizado.

O Corpo de Bombeiros foi acionado para o local por volta das 3h25 e usou cerca de 3 mil litros de água para combater o fogo nos veículos. Os agentes também resgataram os corpos dos motoristas e utilizaram duas ferramentas para retirar as vítimas das ferragens. Os trabalhos foram concluídos por volta das 8h40min.

Segundo o tenente-coronel Nijair Araújo, comandante do 4º Batalhão de Iguatu, que atendeu a ocorrência, uma das vítimas foi identificada como Adriano Benício Holanda, de 43 anos, natural da cidade de Pindoretama. O veículo conduzido por Adriano estava sem carga no momento da batida.

Já o outro condutor, que transportava uma carga de alho em um caminhão Scania, com placas de Minas Gerais, não teve como ser identificado.


Fonte: G1



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Em 2020, Ceará registra média de 6 abortos por mês entre meninas de até 14 anos

Fonte: G1

Dados do Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS) apontam que, somente no primeiro semestre de 2020, foram registradas 39 internações por aborto entre meninas de 10 a 14 anos no Ceará, ou seja, mais de seis por mês.

As estatísticas se baseiam nas internações em hospitais públicos, seja o procedimento espontâneo, por razões médicas ou outras causas.

O cenário entre as adolescentes de 15 a 19 anos é ainda mais preocupante. Foram 469 internações por aborto entre janeiro e junho deste ano. Relações sexuais com meninas acima de 14 anos não são consideradas estupros de vulnerável, mas, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a gestação antes dos 20 anos completos “é uma condição que eleva a prevalência de complicações para a mãe, para o feto e para o recém-nascido, além de agravar problemas socioeconômicos já existentes”.

No Ceará, a maioria dos casos foram registrados em Fortaleza, onde nove crianças e adolescentes de até 14 anos passaram por aborto. Outros 21 municípios cearenses também contabilizaram internações pelo mesmo motivo: Juazeiro do Norte, Sobral, Itapipoca, Limoeiro do Norte, Icó, Crato, Caucaia, Camocim e Brejo Santo, com dois casos; além de Tianguá, Quixadá, Morada Nova, Mombaça, Maracanaú, Ipu, Iguatu, Cascavel, Canindé, Barbalha, Aracati e Aquiraz, com uma internação por aborto cada.

Entre 2015 e 2019, o acúmulo é ainda mais expressivo: 602 internações de meninas de até 14 anos por efeito de abortos foram registradas em hospitais públicos cearenses, uma média superior a 120 por ano, cerca de dez por mês. Já entre adolescentes de 15 a 19 anos, foram 7.259 casos no mesmo período.

Prejuízos

De acordo com a psicóloga e professora do Departamento de Psicologia da Universidade Estadual do Ceará (Uece), Luciana Quixadá, a gravidez precoce ocasiona diversos prejuízos, tanto físicos quanto psíquicos. “A gravidez na infância ou na adolescência é um fenômeno que não deveria acontecer. A criança não tem estrutura física adequada para receber um outro corpo. Isso também acarreta nela um sentimento de culpabilização, de vergonha, existe toda uma pressão social em cima dessa menina”, pontua.

Na maioria dos casos, essa gestação acontece por uma situação de violência e não por uma relação consensual. “Essa menina foi vítima de uma violência e a sociedade revitimiza a criança (ou seja, a expõe à situação de violência novamente), porque existem os estereótipos, então isso acarreta nela estigmas”, pontua.

Para Luciana, o aborto tem a ver com o direito da mulher sobre o próprio corpo, que se estende para as crianças. “Os traumas que a maternidade precoce vai acarretar ao longo da vida dela, sem uma preparação psíquica e física para dar conta disso, é um prejuízo muito grande. Vemos mães com idade já adequada que apresentam depressão pós-parto, que ficam com série de sequelas quando a gravidez não era desejada. A criança está numa etapa da vida em que não dá conta de entender isso sozinha. Seguir com a gravidez é também uma violência”.

Ainda segundo Luciana, as consequências psicológicas desse procedimento começam ainda no ato do abuso sexual, que pode gerar medos, ideações suicidas e crises de ansiedade por exemplo.

Acompanhamento psicológico

Luciana ressalta a importância do acompanhamento psicológico nesses casos, tanto na manutenção da gestação quanto na interrupção. “A menina vai precisar de tratamento, pois esses sentimentos não vão desaparecer, é um caminho longo para serem resinificados, reelaborados e superados”, acrescenta.

Além disso, a psicóloga aponta como forma de combate à essa violência a educação sexual, pois objetiva dar suportes para a criança entender a situação como uma violência e se defender, e não antecipar a sexualidade.

Legislação

A criminalização do aborto “decorre da proteção do direito fundamental à vida, se estendendo à embrionária”, como explica o defensor público Adriano Leitinho, titular da 3ª Vara da Infância e Juventude, mas salienta que esse direito “nunca é absoluto”. “Ele está sujeito a exceções quando em face de outros direitos fundamentais: como a proteção da vida da criança vítima do estupro”, pontua.

O aborto é legalizado no Brasil em apenas duas situações, conforme o artigo 128 do Código Penal: “quando a vida da gestante está em risco ou quando a gravidez é decorrente de um estupro e seja da vontade dela por fim à gestação”, frisa Leitinho. No caso de meninas entre 10 e 13 anos de idade, por exemplo, qualquer relação sexual é considerada estupro de vulnerável, independentemente da situação em que ocorreu.

Foi solicitou ao Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) o número de decisões judiciais relacionadas a abortos legais no Ceará, bem como o tempo médio de cada uma delas e que protocolo é adotado nestes casos. O órgão informou que, “por não existir filtro que indique especificamente o assunto referente a aborto legal, não é possível a extração dos dados solicitados”.

À Secretaria da Saúde do Estado (Sesa), foi solicitada entrevista com representante sobre a realização desses procedimentos, quais protocolos adotados pela pasta para os pedidos de aborto legal, se há algum tipo de assistência após a realização, e se existe algum trabalho de prevenção à violência sexual no Ceará, no entanto a reportagem não conseguiu contato.

Também foi solicitado ao Conselho das Secretarias Municipais de Saúde do Ceará (Cosems) entrevista com algum representante sobre os casos de abortos de crianças e adolescentes nas cidades do interior, e sobre se e como é realizado algum trabalho de prevenção à violência sexual em cada localidade, mas a assessoria de comunicação informou que a conversa não seria possível até o fechamento desta edição.


Fonte: G1
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Carga irregular de madeira escondida em caminhão é apreendida pela PRF; motorista é preso por crime ambiental na BR-116, no Ceará

Fonte: G1 

A Polícia Rodoviária de Federal (PRF) apreendeu uma carga de 4 m³ de madeira extraída irregularmente e peças de maciças do material sem nota fiscal no km 478 da BR-116, em Milagres, interior do Ceará. A carga vinha de São Paulo com destino ao Rio Grande do Norte e estava escondida sob uma outra carga. A ação aconteceu no último sábado (15). O condutor do veículo foi preso.

PRF apreende cerca de 65 m³ de madeira de origem ilegal em rodovia do Ceará

De acordo com a PRF, o veículo, um caminhão Scania R124, foi parado pelos agentes por volta das 9 horas. Durante a abordagem, o motorista apresentou nota fiscal da mercadoria que estava no semirreboque, porém aparentava estar bastante nervoso.

A reação do homem levou os policiais a verificarem a carga minuciosamente e os agentes conseguiram localizar, embaixo da mercadoria discriminada na nota, uma carga de madeira irregular composta de portas, tábuas, perfis e portais.

O caminhoneiro foi questionado pelos agentes, mas não apresentou nenhum documento fiscal dos materiais nem de comprovação de origem da madeira, protegida pela legislação ambiental.

O condutor do veículo foi preso por crime ambiental e também vai responder por transportar mercadoria sem nota fiscal. A ocorrência foi encaminhada para a Polícia Civil de Brejo Santo.


Fonte: G1
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Mãe morre ao tentar defender filho de homicídio no Ceará

Fonte: G1

Uma mulher de 57 anos foi morta a tiros, ao tentar salvar o filho de 18 anos da ação de criminosos, na tarde desta quarta-feira (12), em Juazeiro do Norte, no Sul do Ceará. Segundo informações da polícia, o crime aconteceu em frente à casa da vítima no Bairro Limoeiro.

Os suspeitos estavam em duas motos e, de acordo com a polícia, a dupla chegou ao local realizando vários disparos de arma de fogo. A mulher, identificada como Francisca Etelvina da Silva, se colocou na frente do filho. Ela foi baleada e chegou a ser socorrida para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), mas não resistiu aos ferimentos. O filho não ficou ferido.

A polícia informou que o rapaz já havia sofrido outras tentativas de homicídio, mas não repassou informações sobre a ficha criminal do homem.

Ainda segundo a polícia, no momento da fuga, umas das motocicletas foi abandonada pelos suspeitos e levada para a delegacia da área. Ninguém foi preso.

Por meio de nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSPDS) informou que as circunstâncias do homicídio e da tentativa de homicídio contra o filho são investigadas pelo Núcleo de Homicídios e Proteção à Pessoa (NHPP), da Delegacia Regional de Juazeiro do Norte. A Polícia Militar realiza buscas para localizar suspeitos.

Denúncias

A população pode contribuir com as investigações repassando informações que possam auxiliar os trabalhos policiais. As denúncias podem ser feitas pelo número 181, o Disque-Denúncia da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), para o (88) 3102-1102, do Núcleo de Homicídios de Juazeiro do Norte, ou para o (88) 3572-1736, que é o WhatsApp do NHPP, por onde podem ser feitas denúncias via mensagem de áudio, texto e vídeo.


Fonte: G1
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